
Antes de adentrar-se panoramicamente no Dízimo propriamente dito, é preciso voltar o olhar para algumas referências bíblicas que se acredita ser de total importância para uma melhor compreensão. Seguem-se, portanto, as referências bíblicas: (Gn.14/Ml.3:8-10/Mt.17:24-27/Mt.23:23/Lc.11:42/ Lc.18:9/I.Cor.16:1-9/II.Cor:8-9/Hb.7:1). Partindo das referências acima citadas, em princípio, percebe-se que os Levitas e sacerdotes eram sustentados pelos Dízimos e ofertas do povo, bem como tais Dízimos serviam também para sustentação e manutenção do templo (Instituição). Entende-se ainda que em nenhuma parte do 2º Testamento, Dízimo é visto como obrigação da lei. Acredita-se que o Dízimo é voluntário, de coração para a comunidade de fé, isso significa o “tudo em comum dos primeiros cristãos” (At. 2: 44). De acordo com os textos, Dízimo é partilha, entrega total daquilo que pertence a DEUS, ajudador por excelência; indo além de 10% (dez por cento); entrega do melhor que se tem á realização da missão que Deus nos proporciona a cada dia. Acredita-se que cada pessoa deve ter vontade de contribuir sem nenhum ou qualquer tipo de constrangimento, diferente do que rege a lei judaica praticada pelos Fariseus, Saduceus e outros grupos religiosos da época de Jesus. Na história das primeiras comunidades cristãs, o dinheiro que entrava era especificamente e principalmente para o socorro aos pobres. Obviamente, os líderes espirituais, bem como os missionários viajantes, eram sustentados por estas contribuições voluntárias das comunidades de fé reunidas. Dízimo não é imposto que você paga a Deus, Governador (Deus) – Igreja (Contribuinte). A generosidade se realiza por meio da fé se concretizando no caminhar diário da comunidade, é uma questão de fé e acreditar no que Deus pode fazer em nossas vidas, pois crer-se que é bem melhor dar do que receber (At. 20:35). Fé e voluntariedade = amor á causa de Deus. Essas contribuições são para á manutenção do ministro da palavra e, principalmente, para o socorro aos pobres das comunidades. Todo o dinheiro é para a manutenção da comunidade e não para auferir vantagens especiais em cima do suor alheio. O pastor, padre, sacerdote afro, médium e tantos outros líderes religiosos, devem viver dignamente por sua função de liderança espiritual que exercem. Não obstante, tal sustento deve estar de acordo com a realidade financeira da comunidade a qual atua como mensageiro das Boas-Novas do Divino. Isto, com os olhos voltados para os necessitados, àquelas pessoas que não têm o que comer, despercebidas, doentes e jogadas as margens eclesiais. Enfim, lembrar do socorro aos pobres, finalidade principal dessas contribuições. Contribuir, portanto, constitui-se uma virtude e não uma obrigação cristã.


